Tudo que conheço e o que quero
está tão além do alcance de minhas mãos,
não tenho frente de reivindicá-lo,
e assim mesmo
ele se arma aos meus olhares dizendo:
- Não me queiras, pois, sou tua.
Sei que tudo sugere ser confuso,
que os anseios que se laçam sobre o sensualismo humano
nem sempre são passiveis de esclarecimento.
Procuro descobrir aposento
nas letras de quem diz querer não ouvi-las,
e mesmo assim padeço pela sua ausência
pelo desconhecimento de uma explicação
pelo dissabor que se encaixou entre nós.
Sigo minha existência cabisbaixa,
suportando a saudade
daquilo que está a um toque de minhas mãos.
E mesmo assim não cabe a mim pegá-lo.
Por que não compete ao homem terreno
decidir a própria felicidade?
E assim decepciono a tudo,
a tudo que quero,
a que me deseja,
e também aos meus devaneio.
Achato arrasadoramente meus planos
em busca de um irreal deconforto
que só me trará ilusão
permitindo que eu finja
finja que assim permaneço feliz.
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