Paixão antiga, desde a infância
Sem hora, nem por que de me lembrar
pego meu lápis e sigo à distância
Perco o dia, por não vê-lo passar
Mas essa não é paixão completa
Se não houver outras paixões a despertar
Em existindo, se torna tão concreta
que não sei mais a quem me entregar
Que danada é essa poesia
Fazendo o mundo me abraçar
Deslembrando do que já sabia
Fazer o que se o peito rodeia
Decidindo os olhos alegrar
De quem meu olho agora é vigia
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