sábado

Pra resumir, dessa noite, os meus sonhos

Pergunto-me se ainda trago o direito
De cerrar os olhos e sentir você em meus braços
Se ainda ambicionas que eu te conte
Do anseio de teu gosto em minha boca
Se sente algo, hoje, quando concebe
Que nossa tez em breve, irá se aproximar
Se ainda opinas aquele medo do desejo
Tamanho que já sentiu por mim um dia
Ou se em minha displicência consenti
Que todo aquele nosso tom que havia
Falecesse diante a dor e desilusão
Mas, penso antes, que por mais que o advenha
Novamente poderei ouvir de sua boca
Que me amas, e que em meu ouvido
Iria o dizer baixinho
Se completássemo-nos em amor
Tenho certo que quando ficarmos frente a frente
Reavivaremos todas aquelas impressões
Pois, isso que suscito da confiança
Que me faz vivo e assim, seguir em frente
Que minha vontade ainda é o seu desejo
Vivendo, assim, nessa ilusão da certeza
De que algo tão intenso e profundo
Não se dele simples de dentro de um coração.

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