Trago em mim muitos sonhos, mas um permanece em mim, em particular, do qual gosto de me lembrar, e também adoro sonhá-lo, e faço isso com satisfeita constância.
Ele inicia, e isso eu imagino, quando terminamos de fazer amor, pois, estamos juntinhos na cama, olhos acasalados, corpos exaustos e um gosto de afeto no ar.
Nossos olhares não se perdem um minuto e abraçados ficamos em silêncio, com os olhos molhados, de lagrimas, daqueles do tipo de quem não quer chorar.
E ficamos mais juntinhos, abraçados, e de lado nos deitamos em procura do sono, com nossos corpos encaixados, perfeitamente coerentes numa perfeita melodia.
E do toque de nossos corpos surge o desejo, e com um leve movimento de ombros você olha para trás, de relance, me revelando seus belos e graúdos olhos castanhos, os quais me namoram e dizem pra mim que estão em busca de meu toque, de meu amor.
E do desejo surge um beijo, e numa cadência compassada envolvemos nossos corpos em movimentos rítmicos, experimentando de uma harmonia compassada, que nos adsorvia, nos invadia e nos leva em um impulso a nos acertarmos, e repartirmos nossos corpos, ali mesmo de lado, inteiramente entregues ao anseio de sentir nosso gozo através de nossos beijos, de nossos olhares e de nosso balanço, que surgiam como testemunhas da luz que advinha de nosso amor.
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