domingo

o que não teve fim

o Amor eterno,
se é que me admites
cognominar de eterno, o Amor.
não aquele de beijos novelistas,
tampouco o com quem
nós dois aprazamos em dividir nossas fábulas
outrossim o Amor eterno,
e ressalto, que:
digo-o eterno em tua licença,
só é eterno, pois, não contempla,
em meu nem em Teu peito,
por um só dia ou qualquer motivo,
a menor que seja das razões.
posso parecer-me
em precário óbvio, com tais palavras
mas, garanto que
ao derradeiro toque desses versos,
acreditarás que eu, um dia,
jazi, no passado,
desse nosso Amor.
com o alvará que tu me destes,
traduzindo-me letra após letra,
envolveu-me nesse poema,
e digo-te:
com a mais supre das causas
Ressalto ainda:
meu Amor foi eterno!
e não só enquanto existiu,
mas, se tornou eterno, pois,
jamais deparou por qualquer ensejo
que se tivesse o fim.
e se não o vivo
ao Teu lado, até o dia de hoje
minha Amada,
é por que nessa vida
houveram escolhas,
passagens, que muitas vezes
privam-me de seguir Tua estrada,
foram tolices estupendas,
sei bem.
e te fizerem não mais querer
ser minha Namorada
assim hoje, após seu sonho,
a mim ainda desconhecido
inevitavelmente indago
sobre onde levar-me-ia a outra via,
na qual a cada passo, eu pisaria
escoltado deste meu,
tão Teu,
Amor

seria ele inda o meu Amor eterno?
ou aprontaria como a chuva breve,
passageira,
que se foi e não mais voltou?

agora peço que não mais leias,
daqui por diante,
mesmo minutando
exclusivamente a Ti
minha Cobiçada
Terno e Feminino
na forma de minhas lembrança
Deusa, Cândida, Alva
que em meus sonhos confiava
peço-lhe perdão,
por cada uma de minhas patavinas
declaro-lhe meu Amor
como quiseres
gritando-O ou de surdina
digo-lhe em minha mais pura verdade,
que de nada O serviu a distância,
nem tempo ou outros amores,
pois em mim Tu ainda és viva,
em forma de Graça de Amor
e Esperança.

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