domingo

Domingo de Chuva



Domingo de tarde chuvosa, com a água escorrendo pela janela.
Ouço aquele som compassado que me traz a certeza de estar ainda mais sozinho.
Eu só queria estar com ela, esse meu amor proibido,
Por uma linda morena de olhos castanhos,
os quais eu pude ver esverdeados em um rápido relance,
provocados pelo suave toque de um raio de Sol.
O barulho da chuva insiste em me trazer o seu corpo
delgado, cândido com suas afáveis pernas,
passei  a ter a certeza de que sua silueta foi cunhada à mim,
com seu sorriso maroto de menina e mulher.
Queria levá-la comigo para o mar, poder correr,
com os pés descalços pela areia,
com as mãos e sorrisos dados, numa tarde como esta,
de chuva.
E me tornaria ainda mais cativo de sua presença quando em um beijo,
meus dedos se entretivessem por seu corpo molhado,
de chuva, ensopado pelo suor e desejo.
E dançaríamos livres, como se a música estivesse presente,
e apenas existíssemos nós dois nesse mundo.
Mas não devo tê-la.
Pois, não é apropriado realizar essa espécie de dedicação.
Banido assim estou, a viver apenas como seu mestre,
podendo ensinar-lhe meu carinho, transpassar-lhe meus poemas,
mas, nunca vindo a realizar esse amor que inventei.

Nenhum comentário:

Postar um comentário