Quando eu era mais jovem confiava e lutava pelos ensejos de meu coração.
Foi assim que me ofereci a poesia, ao amor, a cada uma de meu peito paixão
Quando eu era mais jovem, por inocência talvez, eu me entreguei à tão vil amor
Ele vivi, sofri e dancei, cada lagrima oriunda de meu desacerto e de minha dor
Passei a mudar, homem tornei, sempre poeta, de contínuo amor e fingimento
Mas aquele que lutava pelo esplendor, não encontrou mais em mim cabimento
E assim passei a me consagrar, ao mundo a vida, a um tão sem sentido prazer
Um eu obtuso, sem como ou por quês, surgiu de meu intimo e passou a viver
Mas a vida é ardilosa, nos tira, e quando não mais se quer ela faz de novo abrigar
E aquele eu recluso imêmore, bateu a minha porta, com força, querendo voltar
Não pude resistir, quando o vi, e chorei, finalmente estava descobrindo o amar
Agora estou aqui repleto e em insônia, fazendo esse avesso a ti minha razão.
Só peço que deixes que eu te ame baixinho, devagarzinho, sem ter outra opção
Pois foi você em meu sonho, ó vida, que renasceu nesse peito o meu coração
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